poemas
Poema do amigo aprendizQuero ser o teu amigo। Nem demais e nem de menos. Nem tão longe e nem tão perto. Na medida mais precisa que eu puder. Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, Da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar. E sem calar, quando for hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz. É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
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AMIGO...Há certas horas, que não precisamos da paixão desmedidaNão queremos beijo na bocaE nem desejamos corpos a se encontrarna maciez da cama...Há certas horas,Que só queremos a mão no ombro,O abraço apertadoOu mesmo o estar ali, quietinho, ao ladoSem nada dizer....Há certas horas,Quando estamos quase pra chorar,Que desejamos a presença amiga,A nos ouvir paciente,A brincar com a gente,A nos fazer sorrir...Alguém que ria de nossas piadas mais sem graçaQue ache as nossas tristezas as maiores do mundoOu que nos teça elogios sem fim...Mas que apesar de todas essas mentiras úteis,Nos seja de uma sinceridade inquestionável...Alguém que nos mande calar a bocaOu nos evite um gesto impensadoAlguém que nos possa dizer:Acho que estás errado, mas estou ao teu lado...Ou alguém que apenas diga: Amo você!
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Soneto do amigoEnfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado.É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano.O amigo: um ser que a vida não explicaQue só se vai ao ver outro nascerE o espelho de minha alma multiplica...Vinícius de Moraes

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